Batismo no Espírito Santo

Por Tiago Rosas
Sou pentecostal e creio no batismo no Espírito Santo como uma benção distinta da regeneração e evidenciado no falar em outras línguas. Creio que devamos esperar por esta benção, como os 120 irmãos em Jerusalém esperavam; creio que devemos orar pelo recebimento desta benção, como Pedro e João oraram em favor dos samaritanos; creio que esta benção pode ser dada em qualquer lugar e em qualquer momento, inclusive durante uma pregação, como foi concedida a Cornélio, sua família e amigos em casa; creio que seja necessário falar e ensinar melhor sobre esta dádiva, como Priscila e Áquila fizeram à Apolo; e creio até que pela imposição de mãos, ainda que não como regra, esta benção possa ser dada aos discípulos de Cristo, como aqueles doze discípulos em Éfeso quando Paulo lhes impôs as mãos.
Agora, o que eu não creio é em gente que impõe as mãos sobre a cabeça de alguém, e gira pra lá, e gira pra cá... E ainda fica "provocando" um batismo gritando ao pé do ouvido do outro: "fale em língua! Fale em línguas!" - estas coisas não são o mover livre e sobrenatural do Espírito Santo, mas sugestão psicológica que fabricará batismos falsos. Alguns até já desenvolveram técnicas para batizarem pessoas. Assim é possível provocar emoção, mas jamais conferir unção! As pessoas que foram "batizadas" desta forma continuarão tímidas, acovardadas e apáticas no dia seguinte, já que foi apenas palha queimada, ao invés de uma fogueira acesa! O batismo no Espírito Santo que creio é como aquele que experimentei no ano de 1998, quando numa reunião festiva na igreja, uma menina de nome Ana Paula, de apenas 8 anos de idade pregava (isso só acontece no meio pentecostal) destemidamente a Palavra de Deus, falando de Cristo com uma desenvoltura que somente o Espírito Santo poderia ensinar, e que quando ela recitou verso por verso o Salmo 46, com uma segurança que muitos crentes veteranos não saberiam fazê-lo, meu coração incendiava - eu que era também uma criança de apenas 9 anos de idade - e naquela noite mais de 30 crianças foram batizadas no Espírito Santo. Não houve paletós girando, não houve "cuspe ungido" na cara de ninguém, não houve simulação de barulho de vento ao microfone, não houve mãos sacudindo cabeças alheias... apenas um mover natural do Espírito sobre aqueles cujos corações já haviam sido quebrantados pela Palavra pregada com fervor! E é claro, como em Pentecostes, grande foi o barulho naquela noite!
O batismo no Espírito Santo, genuinamente bíblico, que confere unção ao batizado, poder e ousadia para o serviço cristão, só quem concede é Jesus, o batizador! E ele não se submete a manipulações ou induções de quem quer que seja! Quando Jesus realmente batiza, a partir daí o crente passa a manifestar um espírito destemido na obra de Deus. Lembra-se de Pedro, antes do batismo, no dia da prisão de Jesus? O medo da prisão e da morte o colocou escondido junto à porta. Lembra-se do mesmo Pedro depois do batismo, em Pentecostes? "Pedro se colocou de pé e ergueu a sua voz..." - é assim que a Bíblia fala de sua nova postura (At 2.14), a postura de um crente verdadeiramente cheio do Espírito: coloca-se de pé, não mais se esconde, e ergue a voz, não mais timidamente. E para quê? Para repreender os zombadores e proclamar o santo e bendito nome de Jesus no meio de multidões!
Fostes batizado verdadeiramente no Espírito Santo? Por que te escondes, crente?
FONTE: TIAGO ROSAS
Depois do batismo, o indivíduo deve se esforçar pra cumprir, uma jornada baseado na bíblia.A tarefa não é fácil.Muitas provações surgirão no caminho.
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