O que Creio Sobre o Batismo com Espírito Santo

Por Tiago Rosas

 

1. CONDIÇÃO PARA O BATISMO: obediência, união e oração persistente são as condições para o batismo no Espírito Santo (At 1.8,14; 2.1), não ficar repetindo “glória, glória” sem parar. Porque muitas pessoas foram revestidas do poder enquanto oravam ou cantavam sem dizer “glória” uma vez sequer! Então repetir “glória glória” não é segredo para nada!

 

2. PONTO DE CONTATO: imposição de mãos (At 19.6) é o único ponto de contato descrito na Bíblia entre o intercessor e o candidato ao batismo no Espírito Santo. Nada de palavras cochichadas como um toque de mágica! Isso é sugestão psicológica, quando se cochicha no “pé do ouvido” pra pessoa repetir o que o outro está falando ou entrar em transe. Quem usa esse método fajuta são os mágicos e hipnotizadores, não os servos de Deus! Quem ensina a falar línguas estranhas é o Espírito Santo, não o pregador, pastor ou outro crente já batizado antes!

 

3. “PALAVRAS ESTRANHAS” NÃO É O MESMO QUE O DOM DE LÍNGUAS. Falar palavras desconexas com sílabas sem sentido não significa que uma pessoa foi batizada verdadeiramente. Pois em religiões como Candomblé e no movimento Hare Krishna pessoas falam “palavras estranhas” também; inclusive pessoas possessas por demônios também falam coisas sem sentido. Agora o genuíno batismo com Espírito Santo, se evidenciará externa e inicialmente em maravilhosas “línguas estranhas” (At 2.3-6) nunca estudadas ou aprendidas, nem sugestionadas ao ouvido por um pregador ungidão! Não há constrangimento pra pessoa travar a língua e ficar falando coisas sem nexo, há um sublime mover do Espírito no coração que está cheio dEle! Como disse Jesus, a boca fala do que está cheio o coração (Lc 6.45)

 

4. ORAR PARA SER RENOVADO? “Oração de renovo” a gente faz pelos crentes que estão fracos na fé, não por quem não falou mais em línguas estranhas. Pois a língua estranha pode ser apenas uma EVIDÊNCIA INICIAL EXTERNA do batismo no Espírito Santo e não, necessariamente, o DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS, que é outra coisa. Assim, o batizado pode falar uma vez e nunca mais e nem por isso ser frio ou fraco. Ele pode apenas ter recebido outro dom que não seja o dom de variedade de línguas, que o Espírito Santo concede apenas a alguns (1Co 12.10).

 

5. FALAR EM LÍNGUAS É UMA GRANDE DÁDIVA, MAS NÃO A MAIOR. “Falar em línguas” é uma grande benção, mas não é a maior benção do pentecostalismo, nem a mais importante no tocante ao batismo com Espírito Santo! Foi para corrigir o equívoco de querer colocar as línguas em supremacia, que Paulo escreveu os capítulos 12, 13 e 14 de sua primeira carta aos Coríntios, ensinando-lhes que existem outros dons mais essenciais à congregação: interpretação de línguas e profecia.

 

Como diz o evangelista norte-americano Jimmy Swaggart, o batismo no Espírito Santo não é um alvo, um ponto final, mas UMA PORTA DE ENTRADA PARA OS MARAVILHOSOS DONS DO ESPÍRITO SANTO, uma porta para muitas outras bênçãos de Deus! Então, um crente cheio do Espírito Santo não é assim qualificado apenas por falar em línguas, mas por viver o poder dinâmico (At 1.8, “virtude”) prometido por Jesus! Ele é cheio do Espírito Santo para se parecer cada dia mais com Jesus Cristo! Pois esta é a obra do Espírito Santo: fazer-nos mais parecidos com Jesus, através do seu poder, de seus dons, e de seu fruto.

 

Amém.

 

FONTE: TIAGO ROSAS 

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