Igrejas Pentecostais e Igrejas Renovadas - A História Delas no Brasil

Fizemos uma pequena lista com as principais igrejas pentecostais pelo renovadas de nosso país e compartilhamos a história de cada uma delas A fonte está no final de cada texto.
ASSEMBLEIA DE DEUS
origem das Assembleias de Deus no Brasil está no fogo do reavivamento que varreu o mundo por volta de 1900, início do Século XX, especialmente na América do Norte. Os participantes desse reavivamento foram cheios do Espírito Santo da mesma forma que os discípulos e os seguidores de Jesus durante a Festa Judaica do Pentecostes, no início da Igreja Primitiva, conforme está escrito em Atos 2. Assim, eles foram chamados de “pentecostais”.
Exatamente como os crentes que estavam no Cenáculo, os precursores do reavivamento do Século XX falaram em outras línguas que não as suas originais quando receberam o batismo no Espírito Santo. Outras manifestações sobrenaturais tais como profecia, interpretação de línguas, conversões e curas também aconteceram.
Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. As igrejas existentes na época – Batista de Belém do Pará, Presbiteriana, Anglicana e Metodista - ficaram bastante incomodadas com a nova doutrina dos missionários, principalmente por causa de alguns irmãos que se mostravam abertos ao ensino pentecostal. A irmã Celina de Albuquerque, na madrugada do dia 18 de junho de 1911, foi a primeira crente a receber o batismo no Espírito Santo, o que não demorou a ocorrer também com outros irmãos.
O clima ficou tenso naquela comunidade, pois um número cada vez maior de membros curiosos visitava a residência de Berg e Vingren, onde realizavam reuniões de oração. Resultado: eles e mais dezenove irmãos acabaram sendo desligados da Igreja Batista. Convictos e resolvidos a se organizar, fundaram a Missão de Fé Apostólica em 18 de junho de 1911, que mais tarde, em 1918, ficou conhecida como Assembleia de Deus.
Em poucas décadas, a Assembleia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante.
Fonte: Nossa História - CPAD
METODISTA WESLEYANA
Aos cinco dias do mês de janeiro de 1967, na cidade de Nova Friburgo, estado do Rio de Janeiro, foi fundada a Igreja Metodista Wesleyana, compondo-se inicialmente de ministros e leigos que cooperavam na Igreja Metodista do Brasil. Os motivos que deram origem ao desligamento, por ocasião do 11º Concílio Regional da Igreja Metodista do Brasil, basearam-se na doutrina do batismo com o Espírito Santo, como uma segunda bênção para o crente, e na aceitação da obra pentecostal, incluindo os dons mencionados na Bíblia Sagrada: Sabedoria, Fé, Ciência, Dons de Curar, Operação de Maravilhas, Profecia, Discernimento, Línguas e Interpretação de Línguas, bem como os cânticos espirituais, as revelações e as visões. Acrescentando-se ainda a realização da obra do avivamento espiritual, os cânticos de corinhos, as orações pelos enfermos e os cultos sem liturgia e protocolos.
Às 14 horas da data acima mencionada, realizou-se a reunião que ficou conhecida como “Reuniãoda Ponte”, pelo fato de ter sido feita sobre uma ponte no pátio da Fundação Getulio Vargas, sob direção dos pastores Idelmício Cabral dos Santos e Waldemar Gomes de Figueiredo. Nessa ocasião, foi definitivamente fundada a Igreja Metodista Wesleyana, aceitando como forma de governo o centralizado com um Conselho-Geral, seguindo-se em linhas gerais o sistema metodista. Estavam presentes nessa reunião as seguintes pessoas: Idelmício Cabral dos Santos, Waldemar Gomes de Figueiredo, José Moreira da Silva, Francisco Teodoro Batista, Gessé Teixeira de Carvalho, Córo da Silva Pereira, José Mendes da Silva, Zeny da Silva Pereira, Dinah Batista Rubim, Ariosto Mendes, Wilson da Silva Mendes, Jacir Vieira e Antônio Faleiro Sobrinho.
Na ocasião, elegeu-se o primeiro Conselho-Geral, que ficou assim constituído: superintendente-geral: Waldemar Gomes de Figueiredo; secretário-geral: Gessé Teixeira de Carvalho; incluindo as três secretarias: Missões, Educação Cristã e Ação Social; e tesoureiro-geral: Idelmício Cabral dos Santos.
O movimento Wesleyano começou a desenvolver-se gloriosamente, e convocou-se o Concílio Constituinte para se reunir na cidade de Petrópolis, dos dias 16 a 19 de fevereiro de 1967, ocasião em que foi organizada a Igreja. Novos obreiros juntaram-se às fileiras wesleyanas e vários evangelistas foram eleitos. Estava consolidada a Obra do Senhor. Os estatutos da Igreja foram aprovados e os membros do Conselho-Geral foram eleitos oficialmente: superintendente-geral: Waldemar Gomes de Figueiredo; secretário-geral de missões: Gessé Teixeira de Carvalho; secretário-geral de ação social: Oriele Soares do Nascimento; secretário-geral de finanças: Idelmício Cabral dos Santos; presidente da Junta Patrimonial da Igreja Metodista Wesleyana: Francisco Teodoro Batista; e redator do jornal Voz Wesleyana: Gessé Teixeira de Carvalho.
A relação dos membros do Concílio Constituinte que organizou a nova Igreja registra os seguintes nomes: Alice Nely dos Santos, Antônio Faleiro Sobrinho, Azet Gerd, Clarice Alves Pacheco, Córo da Silva Pereira, Daniel Pedro de Paula, Derly Neves, Dílson Pereira Leal, Dinah Batista Rubim, Ezequiel Luiz da Costa, Francisco Teodoro Batista, Geraldo Vieira, Gessé Teixeira de Carvalho, Gessy dos Santos, Helenice Bastos, Idelmício Cabral dos Santos, Isaías da Silva Costa, Jair Magalhães, Jedidad Hilda da Costa, Jeremias Gomes de Araújo, João Coelho Duarte, Joaquim R. Penha, José Barreto de Macedo, José Gonçalves, José M. Galhardo, José Marques Pereira, José Mendes da Silva, José Moreira da Silva, José Tertuliano Pacheco, Letreci Teodoro, Nacir Neves da Costa, Nilson de Paula Carneiro, Octavio Faustino dos Santos, Onaldo Rodrigues Pereira, Oriele Soares do Nascimento, Pedro Moraes Filho, Sebastião Alves Moreira, Sebastião Moreira da Silva, Tobias Fernandes dos Santos, Waldemar Gomes de Figueiredo, Wilson R. Damasceno e Wilson Varjão. Outros irmãos estiveram presentes, mas não assinaram o livro contendo a ata de organização.
O Concílio Constituinte elegeu uma Comissão de Legislação composta dos seguintes membros: Waldemar Gomes de Figueiredo, Idelmício Cabral dos Santos, Gessé Teixeira de Carvalho, José Moreira da Silva, Francisco Teodoro Batista, João Coelho Duarte, Oriele Soares do Nascimento, José Mendes da Silva, Córo da Silva e Onaldo Rodrigues Pereira, aos quais delegou poderes para preparar o Manual da Igreja Metodista Wesleyana, publicado em 1968.
No que cremos
I – Há um só Deus vivo e verdadeiro, soberano, eterno, de infinito poder e sabedoria, criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis; que na unidade de Sua divindade há três pessoas de uma só substância, de existência eterna, igual em santidade, justiça, sabedoria, poder c dignidade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo – Ex 20.2-3; Sl 143.13; Mt 28.19-20; Lc 3.22; Tg l.l7.
II – O Filho, que é a Palavra do Pai, encarnou-se no ventre da virgem Maria, tomando a natureza humana, reunindo assim duas naturezas inteiras e perfeitas: a divina e a humana, para ser conhecido como verdadeiro Deus e verdadeiro homem que sofreu, foi crucificado, morto e sepultado, reconciliando-nos assim com o Pai, fazendo expiação dos nossos pecados – Lc 1.3 5; Jo 3.31; Cl 1.15-20; Hb 4.15.
III – Jesus Cristo foi crucificado, morto e sepultado, verteu seu sangue para remissão dos pecados e regeneração dos pecadores arrependidos – Rm 5.9; Hb 9.14.
IV – Cristo verdadeiramente ressuscitou dentre os mortos em seu corpo, glorificado, com todas as características da natureza humana, e subiu ao céu, assentou-se à destra do Pai, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos – At 2.32-36; 2 Tm 4.1; 1 Jo 3.2.
V – O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, Verdadeiro e eterno Deus – Mt 28.19; 2 Co 13.13.
VI – A Bíblia que é a Palavra de Deus, foi escrita por homens divinamente inspirados. Ela é o padrão único e infalível pelo qual a conduta humana e as opiniões devem ser Julgadas – 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.19-21.VII – A justificação se realiza somente pela fé em Jesus Cristo – Rm 3.28; Ef 2.8.
VIII – A santificação do salvo é uma operação realizada pelo Espírito Santo, adquirida pela fé. A santificação é obra da livre graça de Deus por meio da qual morremos para o pecado e vivemos para a justiça.
IX – O batismo com o Espírito Santo, ato da graça de Deus, é uma experiência de revestimento de poder recebida pela fé para testemunho do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Como real evidência do batismo, manifestam-se as línguas estranhas – Lc 3.16; 24.49; At 1.8; 2.5-13; 10.44-46.
X – A cura divina, os milagres, são para nossos dias também como partes integrantes da obra expiatória de Cristo – Mc 16.17-18; Tg 5.15.
XI – O batismo bíblico é a imersão do crente em água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não como meio de salvação, mas como testemunho da mesma – Jo 3.23; Rm 6.3-4; Cl 2.12; I Pe3.21.
XII – A Ceia do Senhor é uma festa espiritual, através da qual os salvos pelo uso do pão comum e do vinho, lembram juntos a morte de Cristo e perpetuam o sentido de sua morte até que Ele venha – 1 Co 10.16; 11.23-26.
XIII – Os planos de Deus para o sustento de sua obra são: os dízimos e as ofertas. O dízimo é anterior à lei mosaica, na qual foi cumprido e exigido; e permanece como princípio neo-testamentário – Mt 3.8-10; Mt 23.23; 2 Co 9.5-7.
XIV – A Igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes batizados, unidos uns aos outros na fé e na comunhão do Evangelho, observando os mandamentos de Cristo, governados por suas leis, exercendo os dons concedidos pelo Espírito Santo – Mt 18.17; 1 Co 14.33; Ef 5.23.
XV – A segunda vinda de Cristo será repentina, pessoal e pré-milenial. Nós amamos a Sua vinda e O esperamos, dizendo: “Ora vem Senhor Jesus” – Mt 24.27-36; l Ts 4.16-17.
XVI – No Céu haverá galardão para os santos e bem-aventurados por toda eternidade, e haverá punição infindável para os ímpios no lago de fogo – Mt 25.46; 2 Co 5.10; Fl 3.20; l Pe 1.4; Ap 22.12.
Como nos organizamos
A Igreja Metodista Wesleyana, uma denominação genuinamente evangélica de princípios bíblicos, se organiza administrativamente como um sistema de governo centralizado de regime episcopal, com a seguinte estrutura eclesiástica:
1. Denominação
2. Regiões eclesiásticas
3. Distritos eclesiásticos
4. Igrejas locais
5. Congregações
6. Grupos pequenos, denominados GCEU
No campo ministerial, sua ordem sagrada é composta de:
1. Missionárias
2. Pastores
3. Ministros
4. Bispos
Sua composição administrativa compõe-se de:
Colégio Episcopal: é constituído pelos bispos da denominação e exercem a autoridade máxima para assuntos eminentemente espirituais, éticos, disciplinares para seus iguais e formação de opinião para o grande público. Cada bispo é superintendente regional de uma região eclesiástica e supervisionado pelo bispo presidente do Colégio Episcopal.
Conselho Geral: formado pelos bispos da denominação e mais 05 secretários gerais; que são: Secretário Geral de Administração, Secretário Geral de Educação Cristã, Secretário Geral de Ação Social, Secretário Geral de Missões e Secretário Geral de Finanças. É o conselho máximo para administração de toda a denominação.
Conselho Ministerial Regional: formado pelo bispo superintendente regional e os superintendentes distritais, que são ministros supervisores de um determinado número de igrejas no âmbito de um distrito eclesiástico. É o conselho de administração, supervisão, disciplina e nomeações no âmbito da região eclesiástica.
Conselho Regional: formado pelos integrantes do CMR e mais os diretores e coordenadores regionais. Sua missão é de planejamento e execução dos planos de trabalhos aprovados em agenda.
Fonte: Igreja Metodista Wesleyana
IGREJA BATISTA (CONVENÇÃO BATISTA NACIONAL - CBN)
Recomendamos a leitura do PDF, que você pode baixar por meio do link da fonte, abaixo.
Fonte: Os Batistas Nacionais - Convenção Batista Nacional
IGREJA DE DEUS NO BRASIL
A Igreja de Deus começou em 19 de Agosto de 1886 na cidade de Monroe Tennessee, na Carolina do Norte. Richard Green Spurling, ex batista e pregador, junto de Barney Creek e outras oito pessoas formaram uma União Cristã com a finalidade de seguir o Novo Testamento como um regra de fé e prática, dando-se a igualdade de direitos e o privilégio de interpretar as escrituras, foi formada a Igreja de Deus. Vinte e um anos depois o nome Igreja de Deus se tornou oficial.
Dez anos após a reunião de organização, um renascimento no Shearer Schoolhouse nas proximidades Camp Creek, Carolina do Norte, introduziu a doutrina da santificação para a comunidade. A oposição a essa doutrina levou a severa perseguição, mas um espírito de avivamento prevaleceu e os crentes da Santidade experimentaram um derramamento do Espírito Santo, que incluiu o falar em línguas e cura divina. Tais experiências prepararam o caminho para a explosão do movimento pentecostal no início do século XX. Sob a liderança do nosso primeiro Superintendente Geral, AJ Tomlinson, a Igreja de Deus adotou uma forma centralizada de governo da Igreja, com uma Assembleia Geral inclusiva Internacional (1906), lançou um esforço de evangelização mundial começando nas Bahamas (1909), inaugurou a Igreja de Deus Evangel (1910), e as oportunidades educacionais estabelecidas para os ministros e membros (1918).
Fonte: Igreja de Deus no Brasil
O BRASIL PARA CRISTO
Certamente não existe outra forma de contar a história da Igreja O Brasil Para Cristo sem começar pela história do Missionário Manoel de Mello, seu fundador. Manoel de Mello e Silva, nascido em Água Preta, Pernambuco, em 20 de agosto de 1929, mesmo sem educação formal, era um cristão enfezado na pregação do evangelho, desde sua adolescência.
Até o ano de 1947, Manoel de Mello residiu em Água Preta e trabalhou como pedreiro e mestre de obras, quando mudou para São Paulo e passou a fazer parte da Assembléia de Deus, igreja que lhe consagrou diácono. Nessa época, trabalhava na construção durante o dia e pregava à noite nas igrejas. Em 1951, casou-se com Ruth Lopes. Em 52, fora acometido de uma paralisia intestinal e depois foi milagrosamente curado. O que o levou a abandonar a construção civil e dedicar-se exclusivamente ao trabalho missionário. Nessa época, desligou-se da Assembléia de Deus e passou a integrar a Cruzada Nacional de Evangelização, atual Igreja do Evangelho Quadrangular, que o consagrou ao pastorado.
No ano de 1955, o então Pr. Manoel de Mello reuniu em sua casa um grupo de mais ou menos 40 pessoas formado por irmãos e amigos para relatar-lhes uma visão que recebeu de Deus: “... tive uma visão espiritual na qual o Senhor Jesus me apareceu e me deu ordens para começar, no Brasil, um movimento de re-avivamento espiritual, evangelização e cura divina, e o Senhor Jesus mesmo deu-me o nome: O Brasil Para Cristo". Logo, o grupo organizou-se para a realização de campanhas e cultos em tendas improvisadas dando início aos trabalhos da Igreja Jesus Betel – O movimento do caminho.
A Voz do Brasil Para Cristo
Imagem ilustratitvaNo ano seguinte, em 1956, aconteceu algo que proporcionaria uma grande projeção do ministério do missionário. Ao lado do Pr. Alfredo Rachid Góes, passa a dirigir um programa de rádio chamado de A Voz do Brasil Para Cristo. Certamente uma estratégia visionária, mas um tanto ousada, haja vista as críticas das lideranças protestantes da época que entendiam que o rádio era profano. Veiculado pela emissora Piratininga de São Paulo, o programa logo vira um sucesso da audiência local e tem a oportunidade de ser veiculado internacionalmente pela Rádio Tupi.
De fato o programa A Voz do Brasil Para Cristo foi e ainda é um sucesso do rádio. Esteve no topo das pesquisas de audiência por 34 anos consecutivos e está no ar até hoje. Atualmente é transmitido pela Rádio Musical FM 105,7 e apresentado pelo Pr. Paulo Lutero de Mello, filho do missionário.
Crescimento e perseguição
A década de 50 certamente foi um período de grandes conquistas e crescimento da denominação através do trabalho do missionário e de seus parceiros de ministério. Ainda chamada de Jesus Betel, a denominação realizou campanhas em tendas atraindo multidões em reuniões sempre marcadas por mensagens de salvação, curas e milagres.
No dia 3 de março de 1956, a denominação, atendendo à necessidade de legalização de seu estabelecimento, registrou-se com o nome de Igreja Evangélica Pentecostal, tendo por lema a memorável frase: O Brasil Para Cristo. Essa só passou a fazer parte do nome, bem mais tarde, em 74.
Reverendo Olavo NunesEm todos os cantos do Brasil, líderes evangélicos que possuíam a mesma visão de crescimento e evangelismo passaram a se unir ao trabalho do missionário. Assim a denominação passa a ter participação em quase todos os estados do país. No Rio Grande do Sul, o Reverendo Olavo Nunes, líder da Igreja Evangélica Pentecostal Brasileira, realiza uma fusão com o trabalho do missionário, fundando assim a denominação também no RS. Olavo Nunes passa a fazer parte desta história de uma forma muito expressiva, tornando-se parceiro de trabalho e amigo de Manoel de Mello. Mais tarde seria o primeiro a ser indicado à presidência do Conselho Nacional da denominação pelo próprio missionário.
A cada culto aumentava o número de fiéis, mas também aumentava a preocupação dos opositores. Muitas foram as tendas incendiadas em sinal de protesto. Nem mesmo o tabernáculo de madeira, construído no bairro de Belém, São Paulo em um terreno cedido pelo então prefeito Ademar de Barros para ser a sede da denominação, escapou dos ataques opositores. O prédio foi demolido durante a noite, a mando do próprio prefeito. Acredita-se que este sofria muita pressão da liderança católica da cidade.
Culto realizado em 1959, no Cine UniversoNa década de 60, período de intensa perseguição por conta do regime militar, não foram poucas as reuniões nas ruas e nas praças. Em São Paulo, celebraram-se cultos no Teatro de Alumínio, no Estádio do Pacaembu e no Vale do Anhangabaú. Numerosos também foram os convites para eventos em outros estados. Em todos os casos, sempre grandes multidões prontas para testemunhar os milagres e pregação da Palavra de Deus.
Durante o regime militar, o missionário Manoel de Mello, não se fez omisso aos casos de abuso de poder por parte do governo. O que o fez ser vigiado 24 horas por dia, por onde fosse. Fato que não o intimidou. Já que, sabendo que era vigiado, dizia durante as reuniões: “Aos agentes da polícia federal aqui presentes, aviso: podem ligar os seus dispositivos de gravação, agora, porque eu estou pronto para iniciar a minha pregação.” De fato era uma atitude ousada e corajosa, algo peculiar a sua personalidade. Por conta disso, foi preso cerca de vinte e sete vezes acusado de charlatanismo, curandeirismo, entre outras acusações infundadas.
Fachada do Grande Templo em jornal da épocaEntre os anos de 1960 e 79, a sede nacional era ainda improvisada em um galpão no bairro Tatuapé. Nessa época, estava em plena atividade a construção do que viria a ser a nova sede no bairro da Pompéia, também em São Paulo. No ano de 79, quando já pronto, o Grande Templo, como é conhecido até hoje, comportava em sua nave principal mais de 10 mil pessoas e por muito tempo foi considerado o maior templo evangélico do mundo.
O reconhecimento
Capa Revista Veja de 7 Outubro de 1981Apesar de toda perseguição, o trabalho de Manoel de Mello a frente da Igreja O Brasil Para Cristo foi reconhecido nacionalmente nas rádios e na TV. Na mídia impressa teve grande repercussão até que em 1981, foi capa da edição de outubro da Revista Veja. Sendo assim, o primeiro líder evangélico a ser capa desta revista.
A fama do trabalho da denominação rompeu as barreiras geográficas com uma projeção internacional, levando o missionário a pregar em 133 países em todos os sete continentes. Ele também foi recebido por grandes autoridades estrangeiras como o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, a rainha da Inglaterra, entre outros. Diversas entrevistas à mídia internacional como os americanos jornal New York Times e a emissora de TV CBS, a emissora de TV inglesa BBC, o jornal francês Le Monde, etc.
Além disso, Manoel de Mello integrou o Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas, órgão ecumênico voltado para a defesa dos direitos humanos.
Fonte: Convensul
IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR
A Igreja do Evangelho Quadrangular foi fundada na cidade de São João da Boa Vista, estado de São Paulo, em 15 de novembro de 1951, pelo missionário integrante da Foursquare Gospel Church, Harold Edwin Williams, natural de Los Angeles, EUA, o qual teve o auxílio de Jesus Hermírio Vasquez Ramos, natural do Peru.
O fundador
Harold Edwin Williams nasceu no dia 27 de novembro de 1913, em Hollywood, Califórnia, EUA. Faleceu em Los Angeles, no mesmo Estado, no dia 11 de Setembro de 2002. Harold deixou a esposa, Mary Elizabeth Williams, os filhos John Robert, Paul James e Diane Elizabeth e os netos.
Harold e sua família freqüentavam o Angelus Temple, onde aceitou o Senhor e foi batizado nas águas por Aimée Semple McPherson. Neste mesmo templo, conheceu Mary Elizabeth e, em 1939, casou-se com ela.
O verdadeiro chamado de Harold para dedicar a vida em serviço do Senhor veio por meio de uma campanha voltada para jovens, na igreja de Long Beach. Naquele dia, ajoelhado ao lado do piano de cauda, ele entregou sua vida ao ministério de Jesus. Formou-se, então, no Life Bible College em 1942 e assumiu seu primeiro pastorado naquele mesmo ano, na cidade de Arkansas, igreja de Little Rock.
O trabalho de missão no exterior veio no ano de 1945, quando Harold foi nomeado pelo gabinete de missões e enviado à Bolívia. No ano seguinte, foi, enfim, enviado ao Brasil. Chegando aqui, morou na cidade de Poços de Caldas, enquanto aprendia o idioma e ensinava inglês. Viajou para a cidade de São João da Boa Vista em 1950, quando fundou a Igreja do Evangelho Quadrangular com seu templo próprio no ano seguinte, a qual era originalmente denominada Evangélica do Brasil.
A consolidação e o crescimento
De 1952 a 1954 Harold liderou, junto ao missionário Raymond Boatright, um dos maiores movimentos de avivamento que o Brasil já tinha visto, denominado Cruzada Nacional de Evangelização, que teve início na cidade de São Paulo. Harold viera à capital paulista a convite de um pastor da Igreja Presbiteriana do Cambuci. Pouco tempo depois, implantaram uma tenda aberta de lona no mesmo bairro. A partir de então, a idéia da tenda tornou-se uma característica peculiar da IEQ no país. Então, Harold passou pelos bairros da Água Branca e Santa Cecília, sendo este último o local onde foi construído o templo em São Paulo. Ele passou, então, a viajar pelo Estado com a mesma tenda, chamada de “tenda número um”, dando ênfase à cura divina e difundindo o lema "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e será eternamente". Enquanto isso, no salão da Santa Cecília, as senhoras da igreja começaram a aprender confeccionar tendas com a ajuda de um irmão que tinha experiência com tendas circenses. Daí por diante, as tendas compradas ou fabricadas na própria igreja saíram peregrinando por lugares como o bairro da Casa Verde, as cidades de Americana, Limeira, Vitória (ES), Curitiba (PR) e vários outros lugares. Numa onda contagiante, o movimento crescia e cada tenda dava origem a um novo núcleo que se transformava numa nova igreja.
Na década de 60, já sob a liderança de George Russell Faulkner, estabeleceu-se a meta de levar a mensagem Quadrangular a cada capital de Estado, sendo futuramente levada aos demais municípios. Por onde as tendas passavam, constituíam uma nova comunidade. Assim, as décadas de 70 e 80 foram marcadas pelo evangelismo dinâmico e pela construção de grandes e belos templos.
Em 1997, a IEQ no Brasil contava com 5.530 templos e obras novas, os quais se dividem em 2.026 templos, 1.778 salões e 1.726 tabernáculos de madeira, além das 4 mil congregações e pontos de pregação que funcionam sob a responsabilidade das igrejas locais. Ao todo, já havia no ministério Quadrangular nacional 2.887 ministros, 1.488 aspirantes e 10.648 obreiros credenciados. Vale ressaltar que, do total de 15.023 membros atuantes no ministério, 5.951 eram mulheres. 38 mil diáconos e diaconisas trabalhavam nas igrejas, que já comportavam um total de, aproximadamente, 1,6 milhão de membros.
Fonte: História Quadrangular
IGREJA PENTECOSTAL DEUS É AMOR
A Igreja Pentecostal Deus é Amor foi fundada dia 03 de Junho de 1962, pelo Missionário David Martins Miranda; visto que a data e a denominação foram reveladas ao fundador, por intermédio do Espírito Santo. O ministério iniciou com apenas três membros: Missionário David Martins Miranda, sua mãe Anália Miranda e sua irmã Araci Miranda. Sabe-se que muitíssimas almas são salvas pelo Senhor, através desta grande obra, em cumprimento das promessas dEle ao seu servo.
Com confiança e obediência Àquele que o chamou, Jesus Cristo, o saudoso Missionário David Miranda se empenhou dia a dia nos cultos, evangelizações, vigílias, consagrações, etc.; resultando em inúmeras IPDAs, presentes nos continentes: Américas, Europa, África e Ásia. Com isso, hoje, já está com mais de 22 mil igrejas espalhadas pelo Brasil e em 136 países em todo o mundo.
O fundador partiu para o Senhor em 21/02/2015, sua esposa, Irmã Ereni de Oliveira Miranda, é atual presidente do ministério. Ela está dando continuidade ao crescimento espiritual, para que mais pessoas recebam a coroa da Vida Eterna, e isso é o que mais faz crescer a IPDA: evangelizar, amar, resgatar, zelar e cuidar das almas, a fim de que se tornem filhas de Deus.
Fonte: Igreja Pentecostal Deus é Amor
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