O Batismo no Espírito Santo de um Pastor Presbiteriano

Por Tiago Rosas
O pastor presbiteriano J. Rodman Williams, que há dez anos descansa no Senhor, é reconhecido como o maior teólogo sistemático nascido no movimento carismático. Obteve seu doutorado em Filosofia da Religião pela Universidade de Colúmbia ainda na década de 1950. Até aí, porém, Rodman Williams ainda não tinha experimentado o maravilhoso batismo no Espírito Santo. Em 1965 (a famosa década da renovação espiritual nas igrejas tradicionais!), este teólogo viveu a experiência que mudaria sua vida, enquanto sozinho estudava em seu escritório. Deixemos que o pastor Williams mesmo dê seu testemunho:
"Então chegou quarta-feira, o dia antes do Dia de Ação de Graças - O DIA! Eu me senti à vontade e comecei a ler as cartas que estavam sobre minha mesa. Uma era de um pastor que descrevia sua experiência de, ao visitar havia pouco tempo o seminário, um aluno orar por ele para que recebesse o dom do Espírito Santo. Ele escreveu acerca de como, mais tarde, começou a falar em línguas e a louvar a Deus fervorosamente.
Enquanto eu lia e relia a carta, as palavras, de algum modo, pareciam cair do papel, e me dei conta de estar em êxtase. Logo eu estava de joelhos, praticamente aos prantos, orando ao Espírito Santo e golpeando a cadeira - pedindo, buscando, batendo - de um jeito que eu nunca havia feito. Agora, eu ansiava fervorosamente pelo dom do Espírito Santo. (...) Além disso, pela primeira vez eu ansiosamente desejava falar em línguas porque a língua inglesa parecia totalmente incapaz de expressar a glória e o amor inexprimíveis de Deus. (...) Rapidamente a abri [a Bíblia] em Atos 2. Claro que eu havia lido a história do Pentecoste muitas vezes, mas essa era incrivelmente diferente. Eu senti que estava lá. Enquanto eu lia as palavras com os olhos e a mente, e começava a fazer isso em voz alta, percebi que eu falava e lia numa língua. Eu fiz isso, versículo por versículo - lendo a narrativa da plenitude do Espírito Santo, falando em outras línguas e o que aconteceu em seguida -, lendo tudo isso acompanhado da minha nova língua. (...)
Tudo isso durou cerca de uma hora. Depois estranhamente me senti impelido pelo Santo Espírito a andar pela casa, quarto por quarto, cada vez expressando-me com uma oração em línguas. Eu não tinha certeza da razão por que estava fazendo aquilo, mas era como se o Santo Espírito estivesse abençoando cada lugar, cada canto. Verdadeiramente, como se comprovou mais tarde, ele estava preparando um santuário para sua presença e ação" [1]
No prefácio de sua obra Renewal Theology (traduzida para o português pela editora Vida, em 2011, como Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal), Williams trata sua experiência de batismo no Espírito Santo como "uma autorrevelação [de Deus] poderosa". Tal experiência, mais do que fazê-lo participante do "movimento das línguas", trouxe uma nova dinâmica de vida e de ensino teológico, ou como ele próprio diz, uma "revitalização teológica" a partir da qual pode demonstrar em suas aulas nos seminários e em seus escritos um novo zelo no ensino da teologia em suas muitas facetas, contemplando assuntos do Espírito até então negligenciados. Aquele pastor reformado estava convicto de que "a tradição e a teologia da igreja têm em geral deixado de dar tratamento adequado ao aspecto da obra do Espírito Santo que pode ser chamado de 'pentecostal' e 'carismático'"[2]. O volume 2 em sua Teologia Sistemática traz abordagens palpitantes sobre a Pessoa, a obra e os dons do Espírito Santo.
Vale a pena adquirir e estudar!
Tiago Rosas
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[1] citado por Vinson Synan em Vozes do Pentecoste, Vida, pp. 177-180
[2] J. Rodman Williams, no prefácio de Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal, Vida.
FONTE: TIAGO ROSAS
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