"A Culpa é dos Neopentecostais!"

Por Tiago Rosas
"A CULPA É DOS NEOPENTECOSTAIS!"
Manifestações sobrenaturais, dons espirituais e reações físicas dramáticas (choro, riso, grito, pulo, arrebatamento de sentidos, batido de palmas, "marchas", quedas, etc.) sempre, repito, sempre fizeram parte do Movimento Pentecostal desde Azusa, 1906. E pra ser ainda mais honesto, muitas destas experiências já eram comuns (em maior ou menor grau) em épocas passadas, anteriores ao surgimento do Pentecostalismo. Pentecostais têm que parar com essa mania de querer colocar toda "extravagância" (boa ou má) na conta dos neopentecostais, como se eles fossem os inventores disso. O que devemos fazer é reler a história e discernir as experiências atuais à luz das Escrituras sagradas, onde quer que elas tenham ocorrido, e saber filtrar o que é expressão legítima de adoração do que é manipulação, fingimento ou imitação barata. Este era um cuidado que o pioneiro do Movimento Pentecostal, William Seymour, buscava ter, conforme o mesmo registra nas primeiras publicações do jornal A Fé Apostólica.
Uma das mais vívidas lembranças que trago de minha infância, é a do dia em que cerca de trinta crianças, entre elas eu, foram batizadas no Espírito Santo, após a poderosa ministração da Palavra feita por outra criança de oito anos ("filhos e filhas profetizarão", lembra? - Joel 2.28). Choro, gritos, palmas e pulos tomaram toda a congregação e ninguém encarava aquilo como "meninice", pois em todos (ao menos na maioria absoluta) havia uma certeza do operar do Espírito Santo entre os irmãos. Como eu iria esquecer daquela criança que, tomada por uma alegria indizível, saiu saltando no meio do salão em saltos de quase um metro de altura? Aquilo não era normal, uma força e beleza diferente estavam em atuação ali. Todos podíamos sentir e desfrutar. Entre aqueles meninos e meninas batizados no Espírito, alguns hoje são músicos na Casa do Senhor, outros são líderes de departamento, outros são professores de Escola Bíblica, outros são pregadores ou cantores e até pastores.
Assim sendo, reafirmo: não podemos ser ingênuos ao ponto de aceitar toda manifestação espiritual, nem, noutro extremo, sermos inflexíveis ao ponto de ignorarmos que existe um mover genuíno do Espírito, ora em meio à brisa suave da caverna, ora em meio aos raios e trovões do Sinai fumegante; ora em meio à calmaria da beira de um rio, ora sob o terremoto de uma prisão; ora em meio à tranquilidade de um retiro ao pé do monte das Oliveiras, ora em meio ao barulho como de um vento veemente e labaredas do cenáculo!
- Tiago Rosas
FONTE: TIAGO ROSAS
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