Sobre Manifestações Físicas – Os Reformados
Leandro Lima
Há, no seio pentecostal, muitos irmãos que rejeitam completamente a possibilidade de manifestações físicas provocadas pela ação do Espírito Santo entre os crentes, classificando-as como meras expressões de carnalidade, emocionalismo e meninice, as quais, como tal, devem ser veementemente combatidas em nossos cultos.
Entre os críticos pentecostais, há quem afirme que tais manifestações são estranhas ao movimento Pentecostal, enquanto outros dizem que elas são resultado da influência negativa do Neopentecostalismo em nosso meio, sendo por tanto um elemento estranho ao “Pentecostalismo raiz”.
O que fica evidente na maioria dos argumentos desses irmãos é que (1) há um flagrante desconhecimento da História e da Pneumatologia que conferem identidade ao movimento Pentecostal e (2) uma influência do pensamento cessacionista oriunda das igrejas tradicionais e reformadas, certamente resultante do contato com material produzido por autores dessas tradições.
Disso, concluo que a maior ameaça ao Pentecostalismo não é o seu primo feio Neopentecostalismo, tampouco o Calvinismo e a influencia da Teologia Reformada no geral nem ainda a bola da vez, a Hermêutica Pós-moderna, esse “cavalo de Tróia” recheado do que há de mais vil dos pressupostos filosóficos pós-modernos e relativistas de Foucault e et caterva.
O maior inimigo do Pentecostalismo é o seu desconhecimento entre aqueles que se professam pentecostais, nada obstante serem ignorantes a respeito da sua própria história e teologia.
É impossível manter uma identidade pentecostal sem uma busca pela sua história, sua teologia e seus principais pensadores.
Creio que a ojeriza que alguns pentecostais manifestam a respeito desse assunto constitua-se numa triste evidência dessa perda de identidade histórico-teológica.
Lamento que muitos pentecostais sequer possam ser genuinamente chamados de pentecostais...
Acerca dessas manifestações físicas dramáticas ou espetaculosas, os reformados e os tradicionais acusam os pentecostais e carismáticos em geral de terem trazido essa novidade para o cristianismo, enquanto que os pentecostais colocam tudo na conta dos neopentecostais – o que é um tanto inútil, pois poucos reformados e tradicionais conseguem fazer distinção entre esses movimentos, que são classificados todos como pentecostais.
Mas, afinal, tais manifestações são invenções neopentecostais sem qualquer paralelo com outras tradições ao longo da história da Igreja?
Estou convencido de que a resposta para essa pergunta é um grande e (para alguns) constrangedor ‘não’!
O pastor e teólogo calvinista congregacional Jonathan Edwards foi o principal instrumento utilizado por Deus para promover o avivamento na Inglaterra.
Considerado por muito como um dos maiores avivalistas da história, o “teólogo do coração”, teve seu ministério marcado por manifestações físicas dramáticas, o que levou muitos dos seus críticos a atribuir tais manifestações a operação de demônios.
Edwards responde a seus críticos no livro “A Verdadeira Obra do Espírito – Sinais de autenticidade” (ed. Vida Nova), um tratado que busca delinear os sinais da presença do Espírito na vida do crente com vistas a distinguir entre o que é de procedência espiritual e o que não é.
Argumentando acerca da possibilidade do extraordinário acontecer entre os cristãos como uma obra realizado pelo próprio Deus, Edwards diz:
“Nada pode ser concluído com certeza unicamente a partir do fato de uma obra ter sido realizada de maneira muito incomum e extraordinária, uma vez que a variedade ou diferença ainda está dentro dos limites das regras da Escrituras. As coisas e os eventos com que a igreja está acostumada não servem como regras para julgarmos as obras, pois é possível que Deus aja de formas novas e extraordinárias. É evidente que várias vezes no passado Deus agiu de maneira extraordinária. Ele fez coisas inéditas acontecerem, obras singulares, agindo de tal forma que surpreendeu tanto homens quanto anjos. Já que Deus agiu assim em tempos passados, não temos nenhuma razão para pensar que ele não continue a agir dessa forma.” (EDWARDS, 2010, p. 13).
Muitos críticos alegam que tais manifestações quebram a “ordem do culto”, razão pela qual devem ser evitados.
Conquanto acreditasse que o culto precisa ser ordenado, Edwards arrazoa que, eventualmente, a ordem do culto pode ser interrompida por tais manifestações:
"Não deixo de achar que as pessoas influenciadas tão extraordinariamente devem tentar refrear aquelas manifestações exteriores, o que de fato lhes é bem possível e deve ser tentado ao máximo durante uma adoração solene. Mas se Deus se agrada em convencer a consciência dos homens, de maneira que eles não conseguem evitar expressões físicas descomunais, a ponto até de suspender e cessar por completo os atos públicos dos quais participam, não acredito que isso seja uma confusão maior ou uma interrupção mais lamentável do que se um grupo de pessoas estivesse reunido no campo para orar pela chuva e fosse interrompido por um copioso aguaceiro. Queira Deus que todas as assembleias públicas da terra tenham de interromper seus cultos no próximo domingo devido a confusões assim!" (EDWARDS, 2010, p. 72).
E muitas foram as ocasiões em que Edwards presenciou tais manifestações extraordinárias ocorrerem entre os cristãos e convertidos durantes as suas ministrações.
Disto testemunha um dos mais ricos cristãos da história recente do cristianismo, a saber, o “Doutor” Martin Lloyd-Jones, que relata um episódio desconcertante para as mentes racionalistas que rejeitam a possibilidade de acontecimentos extraordinários durante os cultos:
“A mulher de Edwards [Sarah Edwards] exibiu, certa ocasião, o fenômeno conhecido como levitação. Ela foi literalmente transportada de uma parte da sala para outra, sem fazer nenhum esforço ou empenho. Às vezes pessoas desmaiavam e ficavam inconscientes nas reuniões. Edwards não ensinava que tais fenômenos eram do diabo. Ele tem algumas coisas surpreendentes para dizer a respeito disso. Ele sempre advertia os dois lados, advertindo da extinção do Espírito, e advertindo também do perigo de a pessoa deixar-se levar pela carne e de ser iludida por satanás por meio da carne. Ele advertia a todos.” (LLOYD-JONES, 2000, pp. 24-25).
Como esse relato deve chocar aqueles que pensam que os grandes avivamentos se resumiam a sermões bem elaborados e pregações expositivas!
Robert Tillman Kendall, mais conhecido entre nós como R.T. Kendal, escolhido pelo Doutor Lloyde-Jones como seu substituto para pastorear a igreja na histórica Capela de Westminster, no livro “A Unção: Ontem, hoje e depois”, defende que tais manifestações extraordinárias são esperadas entre aqueles que se permitem instrumentalizar pelo Espírito Santo, e usa como exemplo a vida e ministério de outros dois gigantes da fé, a saber, o reformado George Whitefield e do clérigo anglicano, líder e precursor do movimento metodista, John Wesley:
"A unção traz consigo um estigma. Ela choca algumas pessoas. John Wesley ficou incomodado ao saber que George Whitefield saía pelos campos a pregar porque era uma forma diferente de agir. Ninguém nunca adotara naquele tempo [século 18] aquele plano de ação, anunciando o evangelho fora dos domínios de uma igreja formalmente estruturada. Algum tempo depois Wesley também foi para os campos. E ele criticou Whitefield pelas manifestações incomuns que caracterizavam os cultos que dirigia - alguns participantes caindo no chão, rindo, tremendo, outros latindo como cães. Wesley repreendeu Whitefield por permitir isso e exigiu que, no mínimo, ele se pronunciasse contra atitudes que eram claramente carnais, ou talvez até promovidas pelo diabo. Whitefield respondeu que se tentasse apagar o fogo e remover o que é falso, iria destruir também o que era genuíno. Segundo ele, era preciso deixar que a situação se desenrolasse naturalmente. Wesley acabou concordando e veio a testemunhar mesma mistura de manifestações em seu próprio ministério; e aceitou deixar que a situação se desenrolasse." (KENDAL, 2005, p. 117).
Por fim, convém citar os registros feitos pelo próprio John Wesley, que experimentou junto com outros irmãos os efeitos físicos que podem resultar da ação do poder de Deus sobre os crentes:
"Os Srs. Hall, Kinchin, Ingham, [George] Withefield, Hutchins e meu irmão [Charles Wesley] estávamos presentes na festa de amor, na Sociedade Fetter Lane. Por volta das três da manhã, enquanto eu continuava em oração, o poder de Deus veio poderosamente sobre nós, de tal maneira que muitos gritaram de tanta alegria e muitos caíram no chão. Tão logo nos recuperamos um pouco de tal perplexidade na presença de sua Majestade, irrompemos em uma só voz: 'Nós oramos a ti, ó Deus: reconhecemos que tu és o Senhor'". (WESLEY, 2009, p. 94).
Talvez, você não concorde com tudo o que aqui está dito ou conclua que esses relatos são mentirosos.
Mas, por favor, não prossiga mais repetindo a cantilena de que as manifestações físicas dramáticas são uma invenção pentecostal (se você é um reformado cessacionista) ou uma invenção neopentecostal (caso seja um pentecostal).
No próximo e penúltimo artigo, tratarei das manifestações físicas dramáticas no contexto pentecostal, trazendo relatos diversos sobre tais ocorrências e como que os nossos predecessores lidavam com elas.
____________________________
Bibliografia
EDWARDS, Jonathan. A Verdadeira Obra do Espírito – Sinais de autenticidade. São Paulo: Vida Nova, 2010.
______Ibid. p. 72.
LLOYD-JONES, Martyn. Jonathan Edwards e a Crucial Importância do Avivamento. São Paulo: PES, 2000.
KENDALL, R.T. A Unção: Ontem, hoje e depois. Belo Horizonte: Betânia, 2005.
WESLEY, John. O Diário de John Wesley. São Paulo: Arte Editorial, 2009.
Continua...
FONTE: Leandro Lima
Há, no seio pentecostal, muitos irmãos que rejeitam completamente a possibilidade de manifestações físicas provocadas pela ação do Espírito Santo entre os crentes, classificando-as como meras expressões de carnalidade, emocionalismo e meninice, as quais, como tal, devem ser veementemente combatidas em nossos cultos.
Entre os críticos pentecostais, há quem afirme que tais manifestações são estranhas ao movimento Pentecostal, enquanto outros dizem que elas são resultado da influência negativa do Neopentecostalismo em nosso meio, sendo por tanto um elemento estranho ao “Pentecostalismo raiz”.
O que fica evidente na maioria dos argumentos desses irmãos é que (1) há um flagrante desconhecimento da História e da Pneumatologia que conferem identidade ao movimento Pentecostal e (2) uma influência do pensamento cessacionista oriunda das igrejas tradicionais e reformadas, certamente resultante do contato com material produzido por autores dessas tradições.
Disso, concluo que a maior ameaça ao Pentecostalismo não é o seu primo feio Neopentecostalismo, tampouco o Calvinismo e a influencia da Teologia Reformada no geral nem ainda a bola da vez, a Hermêutica Pós-moderna, esse “cavalo de Tróia” recheado do que há de mais vil dos pressupostos filosóficos pós-modernos e relativistas de Foucault e et caterva.
O maior inimigo do Pentecostalismo é o seu desconhecimento entre aqueles que se professam pentecostais, nada obstante serem ignorantes a respeito da sua própria história e teologia.
É impossível manter uma identidade pentecostal sem uma busca pela sua história, sua teologia e seus principais pensadores.
Creio que a ojeriza que alguns pentecostais manifestam a respeito desse assunto constitua-se numa triste evidência dessa perda de identidade histórico-teológica.
Lamento que muitos pentecostais sequer possam ser genuinamente chamados de pentecostais...
Acerca dessas manifestações físicas dramáticas ou espetaculosas, os reformados e os tradicionais acusam os pentecostais e carismáticos em geral de terem trazido essa novidade para o cristianismo, enquanto que os pentecostais colocam tudo na conta dos neopentecostais – o que é um tanto inútil, pois poucos reformados e tradicionais conseguem fazer distinção entre esses movimentos, que são classificados todos como pentecostais.
Mas, afinal, tais manifestações são invenções neopentecostais sem qualquer paralelo com outras tradições ao longo da história da Igreja?
Estou convencido de que a resposta para essa pergunta é um grande e (para alguns) constrangedor ‘não’!
O pastor e teólogo calvinista congregacional Jonathan Edwards foi o principal instrumento utilizado por Deus para promover o avivamento na Inglaterra.
Considerado por muito como um dos maiores avivalistas da história, o “teólogo do coração”, teve seu ministério marcado por manifestações físicas dramáticas, o que levou muitos dos seus críticos a atribuir tais manifestações a operação de demônios.
Edwards responde a seus críticos no livro “A Verdadeira Obra do Espírito – Sinais de autenticidade” (ed. Vida Nova), um tratado que busca delinear os sinais da presença do Espírito na vida do crente com vistas a distinguir entre o que é de procedência espiritual e o que não é.
Argumentando acerca da possibilidade do extraordinário acontecer entre os cristãos como uma obra realizado pelo próprio Deus, Edwards diz:
“Nada pode ser concluído com certeza unicamente a partir do fato de uma obra ter sido realizada de maneira muito incomum e extraordinária, uma vez que a variedade ou diferença ainda está dentro dos limites das regras da Escrituras. As coisas e os eventos com que a igreja está acostumada não servem como regras para julgarmos as obras, pois é possível que Deus aja de formas novas e extraordinárias. É evidente que várias vezes no passado Deus agiu de maneira extraordinária. Ele fez coisas inéditas acontecerem, obras singulares, agindo de tal forma que surpreendeu tanto homens quanto anjos. Já que Deus agiu assim em tempos passados, não temos nenhuma razão para pensar que ele não continue a agir dessa forma.” (EDWARDS, 2010, p. 13).
Muitos críticos alegam que tais manifestações quebram a “ordem do culto”, razão pela qual devem ser evitados.
Conquanto acreditasse que o culto precisa ser ordenado, Edwards arrazoa que, eventualmente, a ordem do culto pode ser interrompida por tais manifestações:
"Não deixo de achar que as pessoas influenciadas tão extraordinariamente devem tentar refrear aquelas manifestações exteriores, o que de fato lhes é bem possível e deve ser tentado ao máximo durante uma adoração solene. Mas se Deus se agrada em convencer a consciência dos homens, de maneira que eles não conseguem evitar expressões físicas descomunais, a ponto até de suspender e cessar por completo os atos públicos dos quais participam, não acredito que isso seja uma confusão maior ou uma interrupção mais lamentável do que se um grupo de pessoas estivesse reunido no campo para orar pela chuva e fosse interrompido por um copioso aguaceiro. Queira Deus que todas as assembleias públicas da terra tenham de interromper seus cultos no próximo domingo devido a confusões assim!" (EDWARDS, 2010, p. 72).
E muitas foram as ocasiões em que Edwards presenciou tais manifestações extraordinárias ocorrerem entre os cristãos e convertidos durantes as suas ministrações.
Disto testemunha um dos mais ricos cristãos da história recente do cristianismo, a saber, o “Doutor” Martin Lloyd-Jones, que relata um episódio desconcertante para as mentes racionalistas que rejeitam a possibilidade de acontecimentos extraordinários durante os cultos:
“A mulher de Edwards [Sarah Edwards] exibiu, certa ocasião, o fenômeno conhecido como levitação. Ela foi literalmente transportada de uma parte da sala para outra, sem fazer nenhum esforço ou empenho. Às vezes pessoas desmaiavam e ficavam inconscientes nas reuniões. Edwards não ensinava que tais fenômenos eram do diabo. Ele tem algumas coisas surpreendentes para dizer a respeito disso. Ele sempre advertia os dois lados, advertindo da extinção do Espírito, e advertindo também do perigo de a pessoa deixar-se levar pela carne e de ser iludida por satanás por meio da carne. Ele advertia a todos.” (LLOYD-JONES, 2000, pp. 24-25).
Como esse relato deve chocar aqueles que pensam que os grandes avivamentos se resumiam a sermões bem elaborados e pregações expositivas!
Robert Tillman Kendall, mais conhecido entre nós como R.T. Kendal, escolhido pelo Doutor Lloyde-Jones como seu substituto para pastorear a igreja na histórica Capela de Westminster, no livro “A Unção: Ontem, hoje e depois”, defende que tais manifestações extraordinárias são esperadas entre aqueles que se permitem instrumentalizar pelo Espírito Santo, e usa como exemplo a vida e ministério de outros dois gigantes da fé, a saber, o reformado George Whitefield e do clérigo anglicano, líder e precursor do movimento metodista, John Wesley:
"A unção traz consigo um estigma. Ela choca algumas pessoas. John Wesley ficou incomodado ao saber que George Whitefield saía pelos campos a pregar porque era uma forma diferente de agir. Ninguém nunca adotara naquele tempo [século 18] aquele plano de ação, anunciando o evangelho fora dos domínios de uma igreja formalmente estruturada. Algum tempo depois Wesley também foi para os campos. E ele criticou Whitefield pelas manifestações incomuns que caracterizavam os cultos que dirigia - alguns participantes caindo no chão, rindo, tremendo, outros latindo como cães. Wesley repreendeu Whitefield por permitir isso e exigiu que, no mínimo, ele se pronunciasse contra atitudes que eram claramente carnais, ou talvez até promovidas pelo diabo. Whitefield respondeu que se tentasse apagar o fogo e remover o que é falso, iria destruir também o que era genuíno. Segundo ele, era preciso deixar que a situação se desenrolasse naturalmente. Wesley acabou concordando e veio a testemunhar mesma mistura de manifestações em seu próprio ministério; e aceitou deixar que a situação se desenrolasse." (KENDAL, 2005, p. 117).
Por fim, convém citar os registros feitos pelo próprio John Wesley, que experimentou junto com outros irmãos os efeitos físicos que podem resultar da ação do poder de Deus sobre os crentes:
"Os Srs. Hall, Kinchin, Ingham, [George] Withefield, Hutchins e meu irmão [Charles Wesley] estávamos presentes na festa de amor, na Sociedade Fetter Lane. Por volta das três da manhã, enquanto eu continuava em oração, o poder de Deus veio poderosamente sobre nós, de tal maneira que muitos gritaram de tanta alegria e muitos caíram no chão. Tão logo nos recuperamos um pouco de tal perplexidade na presença de sua Majestade, irrompemos em uma só voz: 'Nós oramos a ti, ó Deus: reconhecemos que tu és o Senhor'". (WESLEY, 2009, p. 94).
Talvez, você não concorde com tudo o que aqui está dito ou conclua que esses relatos são mentirosos.
Mas, por favor, não prossiga mais repetindo a cantilena de que as manifestações físicas dramáticas são uma invenção pentecostal (se você é um reformado cessacionista) ou uma invenção neopentecostal (caso seja um pentecostal).
No próximo e penúltimo artigo, tratarei das manifestações físicas dramáticas no contexto pentecostal, trazendo relatos diversos sobre tais ocorrências e como que os nossos predecessores lidavam com elas.
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Bibliografia
EDWARDS, Jonathan. A Verdadeira Obra do Espírito – Sinais de autenticidade. São Paulo: Vida Nova, 2010.
______Ibid. p. 72.
LLOYD-JONES, Martyn. Jonathan Edwards e a Crucial Importância do Avivamento. São Paulo: PES, 2000.
KENDALL, R.T. A Unção: Ontem, hoje e depois. Belo Horizonte: Betânia, 2005.
WESLEY, John. O Diário de John Wesley. São Paulo: Arte Editorial, 2009.
Continua...
FONTE: Leandro Lima
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