Sobre Manifestações Físicas – Testemunho
Leandro Lima
O assunto "manifestações físicas" está na ordem do dia entre os pentecostais.
A razão é que, na lição 5 das Lições Bíblicas do 3° Trimestre de 2019 (CPAD) o comentarista, Pastor Elinaldo Renovato, no terceiro sub-tópico do Tópico I, dissertando sobre a mordomia no uso dos dons espirituais, faz a seguinte advertência de forma taxativa:
Há quem ratifique as enfáticas palavras ditas pelo nobre Pr. Renovato, pois acreditam que manifestações físicas não são abalizadas pelas Escrituras nem tampouco encontram respaldo na Tradição Pentecostal, tampouco na Tradição Evangélica, configurando-se num fenômeno recente, advindo da perversão e desordem perpetrada pelo neopentecostalismo.
Mas há também quem acredite que, não obstante a existência dos aspectos negativos apontados no comentário supracitado, os quais devem ser veementemente corrigidos, manifestações físicas legitimamente espirituais existem, não apenas na Tradição Pentecostal, assim como na Tradição Cristã, podendo ser atestada em diversos relatos que encontram eco na narrativa bíblica.
Estou inclinado a concordar com o segundo grupo.
Nada obstante, antes de apresentar as razões bíblicas e históricas que me levaram a admitir, com muito desconforto inicialmente, a possibilidade das manifestações físicas entre os crentes, quero compartilhar duas experiências pessoais muito marcantes sobre o assunto em tela.
A primeira dessas experiência, por incrível que possa parecer, deu-se num ambinete de uma igreja batista tradicional, mais especificamente durante um acampamento de adolescentes.
Quando eu tinha 12 anos, fui impactado pelo testemunho cristão que um colega de escola dava, pois contrastava com o meu que, apesar de também me declarar cristão, não era diferente em absolutamente nada dos demais colegas descrentes.
Impactado, não tive resistência qualquer para atender ao seu convite para visitar a igreja em que congregava, e lá, meses depois, após um período de um ano na classe de novos decididos, vim a ser batizado, no dia 26 de novembro de 2001.
O acampamento dos adolescentes ocorreu meses antes do meu batismo, durante o recesso de carnaval, e foi uma decisão que tomei motivado por aquilo que havia acontecido comigo durante aqueles dias.
Na manhã daquele dia, após o devocional, fomos liberados para as atividades livres, dentre as quais, ir à praia que ficava próxima a escola onde estávamos acampados.
Uma vez na praia, um homem começou a perguntar pelos responsáveis daquele grupo de adolescentes que lá estavam, e logo, alguém indicou um casal que compunha o conselho dos adolescentes, que supervisionavam o grupo.
Este homem, identificando-se como um cristão, disse que Deus havia lhe revelado em visão que o diabo havia planejado tirar a vida de um determinado adolescente durante aqueles, mas que Deus não permitiria que tal plano prosperasse, havendo já designado anjos para efetuar livramento.
Não quero aqui entrar em detalhes, pois isso tornaria o texto ainda mais longo, porém, convém registrar que um acidente se deu dentro do acampamento, e, por muito pouco, um dos adolescentes escapara ileso, deixando perplexos a todos aqueles que testemunharam o ocorrido, particularmente a mim, que estava muito próximo dele.
À noite, aquele homem que havia predito o corrido veio cultuar conosco, e fiquei sabendo do que havia acontecido.
É importante destacar que aquele casal de conselheiros para os quais ele havia relatado a visão eram reputados entre nós como desequilibrados, místicos, pois, contrariando o ensino batista tradicional, criam na atualidade dos dons espirituais e mesmo na doutrina pentecostal do batismo do Espírito Santo.
Por essa razão, quando relataram o que havia acontecido na praia, ninguém havia lhes dado crédito.
Desconcertados, os demais conselheiros resolveram dar oportunidade para que aquele homem, agora um irmão, relatasse de público toda a história e também ministrasse a Palavra.
E foi justamente durante a ministração da Palavra que eu, então um adolescentes sem qualquer compromisso com Deus, senti meu coração aquecer pela primeira vez.
Num dado momento, aquela sensação começou a tomar conta do meu ser, de modo que estava difícil me conter na cadeira.
Comecei a glorificar a Deus em voz alta (algo praticamente proibido naquela comunidade) e, embora consciente, sentia todo o meu corpo estremecer, sentindo que iria ser consumido , pois em mim se abateu um temor que jamais havia sentido.
Enquanto eu buscava discernir racionalmente o que estava acontecendo comigo, um dos conselheiros, um anti-pentecostal assumido, aproximou-se de mim sem que eu visse e disse-me: *"Contenha-se! Isso que você está sentindo não passa de meninice, emoção carnal. É blasfêmia contra o Espírito Santo."
Tomado de vergonha e tristeza por ceder a "impulsos carnais", os quais haviam me tornado um blasfemo contra o Espírito Santo, naquele mesmo instante deixei de sentir aquelas sensações.
Estranhamente, daquele dia em diante minha vida espiritual nunca mais foi a mesma.
Passei a orar e ler a Bíblia, algo que só fazia, com muita dificuldade, durante os cultos, o que, pouco a pouco, foi mudando a minha maneira de pensar e agir, a ponto de decidir finalmente me batizar nas águas.
Hoje, ao contrário do que me disse aquele irmão, estou convencido de que não estava sendo movido pela carne, mas, sim, pelo Espírito Santo, que naquele momento estava me levando a uma dimensão da vida cristã que, embora desconhecida a mim, contrariando o ensino que havia recebido, estava perfeitamente amparada nas Escrituras, cujo efeitos já havia sido experimentados por irmãos de diferentes tradições.
Continua...
*Anos mais tarde, ainda atormentado pelas palavras daquele irmão, decidi me afastar do Evangelho em razão de ter lido acerca da condenação reservada para aqueles que haviam cometido o pecado contra o Espírito Santo, só vindo retornar anos mais tarde (7 anos), quando um irmão, membro de uma outra igreja batista de linha tradicional, me explicou o que de fato se constituía naquele pecado, mostrando-me que eu não o tinha cometido.
Após 7 anos afastados do Evangelho, recomecei, no dia 16 de agosto de 2009, a minha caminhada com Cristo, desta vez, na igreja Assembleia de Deus, da qual havia dito que jamais poria os pés novamente.
Cerca de um ano após a minha conversão, eu já havia iniciado os meus estudos teológicos, pois havia colocado em meu coração dedicar-me ao ministério da Palavra, para o qual eu me sentia vocacionado.
Enquanto alguns me estimulavam, outros achavam que a empreitada teológica estava matando a minha fé, pois eu desaprovava muita coisa que via no contexto carismático e entre os pregadores pentecostais midiáticos que faziam a cabeça da maioria dos jovens pentecostais.
Por desconhecer os grandes expoentes da tradição pentecostal, tais como Antônio Gilberto, Walter Brunelli, Geremias Couto, Claudionor de Andrade e outros – que apesar de serem comentaristas das Lições Bíblicas, eram ilustres desconhecidos entre os jovens com os quais me relacionava -, comecei a consumir conteúdos de linha Reformada, os quais, não poucas vezes, conflitavam com o ensino e a prática pentecostal.
Influenciado por este conteúdo, eu passei a reputar o pentecostalismo como uma doutrina espúria, teologicamente rasa e desprovida de base Bíblica, centrada apenas na experiência.
Fora a Soteriologia Reformada e a doutrina reformada cessacionista, absorvi e passei a subscrever vários dos seus entendimentos, inclusive a respeito de artigos caros ao pentecostalismo, mormente a doutrina do Batismo no Espírito Santo, crendo que não se tratava de uma experiência distinta da conversão, conforme o ensino Pentecostal, senão um aspecto da própria conversão, que era processado concomitantemente a ela.
As críticas reformadas às manifestações físicas ocorridas no seio pentecostal ratificaram o ensino que recebi na igreja batista de linha tradicional em que havia congregado em minha adolescência, levando-me a crer que aquele irmão que me repreendeu naquele acampamento estava certo ao afirmar que eu estava sendo conduzido pela carne, pelas emoções e não pelo Espírito.
Durante uma vigília de sábado para domingo, mais ou menos dois anos após a minha conversão, uma irmã do grupo de jovens de quem eu era amigo, num dado momento começou a rodopiar enquanto falava em línguas, o que me rendeu algumas boas risadas.
Após a EBD, saímos, como era de costume, junto com um grupo de jovens para almoçarmos num restaurante próximo à igreja, onde era servida uma feijoada maravilhosa (que saudade!).
Durante o almoço, alguém lembrou do incidente, e todos caíram na risada, inclusive aquela jovem, e eu, é claro, aproveitei para destilar todo o sacarmos contido, até então, pelo temor de ofender a alguém de quem tanto gostava.
Contudo, num dado momento da conversa, eu comecei a ser tomado de uma imensa tristeza que me deixava cada vez mais desconfortável com toda a situação, como se eu estive fazendo algo errado.
Consultando ao Senhor no meu íntimo, buscando entender a razão daquele sentimento tão negativo, como se houvesse cometido um grave pecado, ouvi, em meu íntimo, a voz do Espírito Santo me dizendo que não estava se agradando do que estávamos fazendo ali.
Perguntei então o porque de O haver desagradado naquele instante, pelo que Ele me indicou que eu estava zombando de uma manifestação que havia sido fruto de Sua ação na vida daquela irmã.
Envergonhado e meio sem jeito, interrompi aquele momento de chocarrice, comunicando aos presentes aquilo que o Espírito Santo comunicou-me em meu íntimo, causando perplexidade nos presentes, pois jamais esperavam aquele de mim, um crente tão metódico e desconfiado com supostas mensagens transmitidas pelo Espírito diretamente a qualquer pessoa.
Daquele dia em diante, passei a não mais fazer julgamentos temerários sobre manifestações espirituais, buscando analisar aquilo que via por meio dos discernimento bíblico e também espiritual, na medida em que o agir e o falar do Espírito se davam também para além das Escrituras – o que não é o mesmo que criar outro canôn bíblico, pois toda a experiência deveria, em última análise, ser julgada pelas Escrituras, inspiradas pelo mesmo Espírito, que como Deus, jamais poderia se contradizer.
FONTE: Leandro Lima
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Batismo no Espírito Santo – Perguntas e Respostas
O assunto "manifestações físicas" está na ordem do dia entre os pentecostais.
A razão é que, na lição 5 das Lições Bíblicas do 3° Trimestre de 2019 (CPAD) o comentarista, Pastor Elinaldo Renovato, no terceiro sub-tópico do Tópico I, dissertando sobre a mordomia no uso dos dons espirituais, faz a seguinte advertência de forma taxativa:
"Na Bíblia há orientação para o uso correto dos dons espirituais (1 Co 14.40). Por esse motivo, certas práticas estranhas ao Movimento Pentecostal não devem ser estimuladas nem toleradas no culto público, tais como marchar, pular, rodopiar ao som de batidas, correr de um Lado para outro, sapatear, fazer "aviõezinhos" etc. Segundo a Bíblia, isso é meninice, imaturidade e, muitas vezes, revela apenas carnalidade e infantilidade (1 Co 3.1)". (RENOVATO, p.35).
Há quem ratifique as enfáticas palavras ditas pelo nobre Pr. Renovato, pois acreditam que manifestações físicas não são abalizadas pelas Escrituras nem tampouco encontram respaldo na Tradição Pentecostal, tampouco na Tradição Evangélica, configurando-se num fenômeno recente, advindo da perversão e desordem perpetrada pelo neopentecostalismo.
Mas há também quem acredite que, não obstante a existência dos aspectos negativos apontados no comentário supracitado, os quais devem ser veementemente corrigidos, manifestações físicas legitimamente espirituais existem, não apenas na Tradição Pentecostal, assim como na Tradição Cristã, podendo ser atestada em diversos relatos que encontram eco na narrativa bíblica.
Estou inclinado a concordar com o segundo grupo.
Nada obstante, antes de apresentar as razões bíblicas e históricas que me levaram a admitir, com muito desconforto inicialmente, a possibilidade das manifestações físicas entre os crentes, quero compartilhar duas experiências pessoais muito marcantes sobre o assunto em tela.
A primeira dessas experiência, por incrível que possa parecer, deu-se num ambinete de uma igreja batista tradicional, mais especificamente durante um acampamento de adolescentes.
Quando eu tinha 12 anos, fui impactado pelo testemunho cristão que um colega de escola dava, pois contrastava com o meu que, apesar de também me declarar cristão, não era diferente em absolutamente nada dos demais colegas descrentes.
Impactado, não tive resistência qualquer para atender ao seu convite para visitar a igreja em que congregava, e lá, meses depois, após um período de um ano na classe de novos decididos, vim a ser batizado, no dia 26 de novembro de 2001.
O acampamento dos adolescentes ocorreu meses antes do meu batismo, durante o recesso de carnaval, e foi uma decisão que tomei motivado por aquilo que havia acontecido comigo durante aqueles dias.
Na manhã daquele dia, após o devocional, fomos liberados para as atividades livres, dentre as quais, ir à praia que ficava próxima a escola onde estávamos acampados.
Uma vez na praia, um homem começou a perguntar pelos responsáveis daquele grupo de adolescentes que lá estavam, e logo, alguém indicou um casal que compunha o conselho dos adolescentes, que supervisionavam o grupo.
Este homem, identificando-se como um cristão, disse que Deus havia lhe revelado em visão que o diabo havia planejado tirar a vida de um determinado adolescente durante aqueles, mas que Deus não permitiria que tal plano prosperasse, havendo já designado anjos para efetuar livramento.
Não quero aqui entrar em detalhes, pois isso tornaria o texto ainda mais longo, porém, convém registrar que um acidente se deu dentro do acampamento, e, por muito pouco, um dos adolescentes escapara ileso, deixando perplexos a todos aqueles que testemunharam o ocorrido, particularmente a mim, que estava muito próximo dele.
À noite, aquele homem que havia predito o corrido veio cultuar conosco, e fiquei sabendo do que havia acontecido.
É importante destacar que aquele casal de conselheiros para os quais ele havia relatado a visão eram reputados entre nós como desequilibrados, místicos, pois, contrariando o ensino batista tradicional, criam na atualidade dos dons espirituais e mesmo na doutrina pentecostal do batismo do Espírito Santo.
Por essa razão, quando relataram o que havia acontecido na praia, ninguém havia lhes dado crédito.
Desconcertados, os demais conselheiros resolveram dar oportunidade para que aquele homem, agora um irmão, relatasse de público toda a história e também ministrasse a Palavra.
E foi justamente durante a ministração da Palavra que eu, então um adolescentes sem qualquer compromisso com Deus, senti meu coração aquecer pela primeira vez.
Num dado momento, aquela sensação começou a tomar conta do meu ser, de modo que estava difícil me conter na cadeira.
Comecei a glorificar a Deus em voz alta (algo praticamente proibido naquela comunidade) e, embora consciente, sentia todo o meu corpo estremecer, sentindo que iria ser consumido , pois em mim se abateu um temor que jamais havia sentido.
Enquanto eu buscava discernir racionalmente o que estava acontecendo comigo, um dos conselheiros, um anti-pentecostal assumido, aproximou-se de mim sem que eu visse e disse-me: *"Contenha-se! Isso que você está sentindo não passa de meninice, emoção carnal. É blasfêmia contra o Espírito Santo."
Tomado de vergonha e tristeza por ceder a "impulsos carnais", os quais haviam me tornado um blasfemo contra o Espírito Santo, naquele mesmo instante deixei de sentir aquelas sensações.
Estranhamente, daquele dia em diante minha vida espiritual nunca mais foi a mesma.
Passei a orar e ler a Bíblia, algo que só fazia, com muita dificuldade, durante os cultos, o que, pouco a pouco, foi mudando a minha maneira de pensar e agir, a ponto de decidir finalmente me batizar nas águas.
Hoje, ao contrário do que me disse aquele irmão, estou convencido de que não estava sendo movido pela carne, mas, sim, pelo Espírito Santo, que naquele momento estava me levando a uma dimensão da vida cristã que, embora desconhecida a mim, contrariando o ensino que havia recebido, estava perfeitamente amparada nas Escrituras, cujo efeitos já havia sido experimentados por irmãos de diferentes tradições.
Continua...
*Anos mais tarde, ainda atormentado pelas palavras daquele irmão, decidi me afastar do Evangelho em razão de ter lido acerca da condenação reservada para aqueles que haviam cometido o pecado contra o Espírito Santo, só vindo retornar anos mais tarde (7 anos), quando um irmão, membro de uma outra igreja batista de linha tradicional, me explicou o que de fato se constituía naquele pecado, mostrando-me que eu não o tinha cometido.
Após 7 anos afastados do Evangelho, recomecei, no dia 16 de agosto de 2009, a minha caminhada com Cristo, desta vez, na igreja Assembleia de Deus, da qual havia dito que jamais poria os pés novamente.
Cerca de um ano após a minha conversão, eu já havia iniciado os meus estudos teológicos, pois havia colocado em meu coração dedicar-me ao ministério da Palavra, para o qual eu me sentia vocacionado.
Enquanto alguns me estimulavam, outros achavam que a empreitada teológica estava matando a minha fé, pois eu desaprovava muita coisa que via no contexto carismático e entre os pregadores pentecostais midiáticos que faziam a cabeça da maioria dos jovens pentecostais.
Por desconhecer os grandes expoentes da tradição pentecostal, tais como Antônio Gilberto, Walter Brunelli, Geremias Couto, Claudionor de Andrade e outros – que apesar de serem comentaristas das Lições Bíblicas, eram ilustres desconhecidos entre os jovens com os quais me relacionava -, comecei a consumir conteúdos de linha Reformada, os quais, não poucas vezes, conflitavam com o ensino e a prática pentecostal.
Influenciado por este conteúdo, eu passei a reputar o pentecostalismo como uma doutrina espúria, teologicamente rasa e desprovida de base Bíblica, centrada apenas na experiência.
Fora a Soteriologia Reformada e a doutrina reformada cessacionista, absorvi e passei a subscrever vários dos seus entendimentos, inclusive a respeito de artigos caros ao pentecostalismo, mormente a doutrina do Batismo no Espírito Santo, crendo que não se tratava de uma experiência distinta da conversão, conforme o ensino Pentecostal, senão um aspecto da própria conversão, que era processado concomitantemente a ela.
As críticas reformadas às manifestações físicas ocorridas no seio pentecostal ratificaram o ensino que recebi na igreja batista de linha tradicional em que havia congregado em minha adolescência, levando-me a crer que aquele irmão que me repreendeu naquele acampamento estava certo ao afirmar que eu estava sendo conduzido pela carne, pelas emoções e não pelo Espírito.
Durante uma vigília de sábado para domingo, mais ou menos dois anos após a minha conversão, uma irmã do grupo de jovens de quem eu era amigo, num dado momento começou a rodopiar enquanto falava em línguas, o que me rendeu algumas boas risadas.
Após a EBD, saímos, como era de costume, junto com um grupo de jovens para almoçarmos num restaurante próximo à igreja, onde era servida uma feijoada maravilhosa (que saudade!).
Durante o almoço, alguém lembrou do incidente, e todos caíram na risada, inclusive aquela jovem, e eu, é claro, aproveitei para destilar todo o sacarmos contido, até então, pelo temor de ofender a alguém de quem tanto gostava.
Contudo, num dado momento da conversa, eu comecei a ser tomado de uma imensa tristeza que me deixava cada vez mais desconfortável com toda a situação, como se eu estive fazendo algo errado.
Consultando ao Senhor no meu íntimo, buscando entender a razão daquele sentimento tão negativo, como se houvesse cometido um grave pecado, ouvi, em meu íntimo, a voz do Espírito Santo me dizendo que não estava se agradando do que estávamos fazendo ali.
Perguntei então o porque de O haver desagradado naquele instante, pelo que Ele me indicou que eu estava zombando de uma manifestação que havia sido fruto de Sua ação na vida daquela irmã.
Envergonhado e meio sem jeito, interrompi aquele momento de chocarrice, comunicando aos presentes aquilo que o Espírito Santo comunicou-me em meu íntimo, causando perplexidade nos presentes, pois jamais esperavam aquele de mim, um crente tão metódico e desconfiado com supostas mensagens transmitidas pelo Espírito diretamente a qualquer pessoa.
Daquele dia em diante, passei a não mais fazer julgamentos temerários sobre manifestações espirituais, buscando analisar aquilo que via por meio dos discernimento bíblico e também espiritual, na medida em que o agir e o falar do Espírito se davam também para além das Escrituras – o que não é o mesmo que criar outro canôn bíblico, pois toda a experiência deveria, em última análise, ser julgada pelas Escrituras, inspiradas pelo mesmo Espírito, que como Deus, jamais poderia se contradizer.
FONTE: Leandro Lima
LEIA TAMBÉM:
Cair no Espírito – O Outro Lado
Batismo no Espírito Santo – Perguntas e Respostas
Costumo dizer que cada pessoa expressa de uma forma, infelizmente no nosso meio possui muitas crianças na fé que acabam realizando escandalos e coloca sobre Deus o que ele não tem feito. Não critico ninguém e nem tão pouco o Pr comentarista. Minha mãe na Fé é uma senhora do círculo de oração e ela marcha, se for preciso pula. louvo a Deus pela vida dela. Por que Deus levantou ela para ir até a mim, onde poucos tem coragem.
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