Prega Sobre Pentecostes, Mas Não Manifesta Línguas No Sermão


Gutierres Fernandes Siqueira





Há alguns dias ouvi uma crítica que me surpreendeu. O crítico dizia estranhar quem pregava durante horas sobre o tema do "revestimento de poder" sem falar em línguas durante o sermão. Eu estranhei a fala porque o crítico não me parece alguém que aprecie os cultos carismaníacos. Mas o que dizer?





  1. Em primeiro lugar, o falar em línguas não pode servir como um "selo" da "pregação espiritual". Esse dom não é e nem deve ser visto como uma ferramenta de certificação da mensagem. O que certifica a mensagem é a fidelidade às Escrituras (cf. Atos 17.11).
  2. O apóstolo Paulo é claro quando diz que a língua sem interpretação objetiva apenas a edificação pessoal (1 Coríntios 14.4). Ninguém que sobe ao púlpito deve se preocupar com a própria edificação, mas sim com a edificação de toda a comunidade presente. O culto público é sempre uma atividade comunitária.
  3. Paulo diz que quem fala em público uma língua que ninguém entende acaba falando ao vento (cf.v.9). E qual é a vantagem de falar sem que ninguém compreenda? Nenhuma, especialmente para alguém chamado ao ministério da pregação. "Todavia, na igreja prefiro falar cinco palavras compreensíveis para instruir os outros a falar dez mil palavras em uma língua" (v.19).
  4. É possível cultivar uma vida intensa de orações e devocionais individuais onde há abundância do dom de falar em diversas línguas sem fazer disso um espetáculo público. Paulo disse que dava "graças a Deus por falar em línguas mais do que todos vocês" (v.18), mas ele fazia isso em sua oração a sós com Deus no quarto fechado (cf. Mateus 6.6), e não no meio das multidões.




Fonte: Gutierres Fernandes Siqueira


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