Uma Reflexão Sobre o Jejum


Por Alcino Júnior









O jejum, como bem sabemos, é uma disciplina espiritual de suma importância e tem um propósito primário: a mortificação da carne. Ele não deve ser usado como moeda de troca com Deus. Você não receberá mais ou menos bênçãos por jejuar, mas se sentirá mais forte diante das tentações e, de quebra, ainda terá reflexos positivos em sua saúde.





Porém, a Bíblia nos abre um precedente interessantíssimo: o caso de Ester. Ela enviou mensageiros a seu tio Mardoqueu solicitando que ele juntasse todos os judeus de Susã e jejuasse com eles três dias e três noites, ela faria o mesmo e depois se apresentaria ao rei (Et 4.16)





Ao fazer essa solicitação, Ester estava dizendo duas coisas: 1) ela dependia do sustento e da comunhão de outras pessoas; 2) ela precisaria de algo além da coragem. Ester acreditava também que o jejum do seu povo poderia ajudar a aplacar a ira do rei persa, uma vez que ela poderia ser condenada à morte por entrar em sua presença sem ser chamada. De fato, a atitude do povo surtiu efeito e o rei a recebeu de bom grado. Logo, ainda que tenhamos uma forte convicção do propósito principal do jejum, Ester abre uma brecha para legitimar tal ato visando propósitos coletivos. Logo, biblicamente falando, é lícito sim jejuar por nosso país.





Além de Ester, há outros episódios na história da igreja que envolvem o jejum e são igualmente interessantes. Por exemplo: John Wesley nos conta, em seu jornal, sobre um livramento ocorrido em 1756. O rei britânico proclamara um dia de solene jejum e oração (afinal, biblicamente, esta sempre acompanha aquele), em vista da iminente invasão pelo exército da França. Assim escreveu Wesley:





“O dia de jejum foi um dia glorioso, como Londres raramente viu desde a Restauração. Todas as igrejas na cidade estavam superlotadas, e uma sobriedade solene se notava em cada rosto. Certamente Deus ouve a oração e ainda haverá um prolongamento em nossa tranquilidade.”





Então, em uma nota de rodapé, ele adicionou: “Humilhação se transformou em regozijo nacional, pois a ameaça de invasão pelos franceses foi evitada.”





Este texto foi adaptado para o Blog a fim de ser um breve estudo, reflexão e consideração sobre o Jejum. Fonte do artigo: Alcino Júnior


Comentários

Postar um comentário